O profissional continua no centro
Tecnologia pode ampliar a decisão. Nunca assumir a responsabilidade.
Quem responde quando o treino dá errado?
Não é pergunta retórica. É a pergunta que sustenta a existência do CREF. Quando você contrata uma profissional de Educação Física, existe um registro, um nome, uma responsabilidade ética e civil que ela assina junto com a prescrição. Quando um algoritmo monta o treino, quem assina o erro? Ninguém assina. E é por isso que "a inteligência artificial decide" nunca pode ser a resposta certa, por mais bonita que a tela seja.
Não estamos falando contra tecnologia. Usamos tecnologia todos os dias, e a Educação Física Pro existe porque acreditamos que dado bem organizado faz o profissional decidir melhor. A diferença não está em usar ou não usar, está em onde a decisão para. Tecnologia pode mostrar que a carga estagnou, que o sono caiu, que o cliente está pulando o mesmo exercício há três semanas. Isso é padrão, e padrão é dado. Decidir o que fazer com esse padrão, mudar a prescrição, avaliar risco, considerar o histórico de saúde daquela pessoa específica, isso é julgamento clínico. E julgamento clínico tem nome, tem responsabilidade que não se terceiriza pra um servidor.
Existem hoje aplicativos que geram o treino inteiro a partir de um texto digitado, sem avaliação, sem contexto, sem ninguém assinando embaixo. Pra quem não entende a diferença, parece praticidade. Pra quem entende de Educação Física, é terceirizar a parte que mais importa: a que responde quando algo sai errado, a que enxerga o que não está no formulário, a que muda o plano porque percebeu que a pessoa na sua frente não é igual à última.
A pergunta que fazemos pra qualquer profissional que pergunta se deve usar mais tecnologia é sempre a mesma: essa ferramenta te dá mais informação pra decidir melhor, ou está decidindo no seu lugar? A primeira te fortalece. A segunda te substitui devagar, sem avisar, até o dia em que o aluno pergunta por que está pagando alguém pra fazer o que o aplicativo já faz sozinho.
É essa a régua que usamos construindo a Educação Física Pro: a tecnologia pode organizar, alertar, mostrar padrão. A decisão, sempre, é de quem tem CREF. Sem exceção, e sem terceirizar.
Leticia Pereira, Idealizadora da Educação Física Pro
Tecnologia deve aumentar a capacidade do profissional de decidir, não retirar dele a decisão.
1. O profissional continua no centro
A tecnologia apoia sua atuação, não ocupa seu lugar.
2. Dados servem para melhorar decisões
Informação organizada é ferramenta de análise profissional, não veredito.
3. IA não assume responsabilidade técnica
Ela pode identificar padrões, sugerir caminhos e automatizar tarefas. A decisão profissional permanece humana.
4. Responsabilidade não pode ser terceirizada
Quem prescreve precisa compreender, avaliar e responder pelo que prescreve.