Exercício excêntrico ganha destaque na ciência: mais força com menos desgaste
Jornal da USP repercute artigo que defende a fase de alongamento do músculo como o "novo normal" do treino
Jornal da USP repercute artigo que defende a fase de alongamento do músculo como o "novo normal" do treino
A fase em que o músculo trabalha enquanto se alonga, conhecida como contração excêntrica, vem ganhando destaque entre quem pesquisa treinamento. Um artigo publicado no periódico Journal of Sport and Health Science pelo pesquisador Kazunori Nosaka, da Universidade Edith Cowan (Austrália), defende que esse tipo de exercício passe a fazer parte do "novo normal" da atividade física, pelos ganhos de força com menor desgaste. O tema foi destacado pelo Jornal da USP em 3 de junho de 2026.
O exercício excêntrico acontece quando o músculo produz força enquanto está sendo alongado. Aparece em movimentos comuns do dia a dia, como descer escadas ou baixar um peso de forma controlada. É a fase "de volta" de boa parte dos exercícios de musculação, quando o músculo freia a carga em vez de empurrá-la.
Segundo o professor Paulo Santiago, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, além de ajudar a manter força e massa muscular, os estudos apontam benefícios para equilíbrio, funcionalidade e saúde cardiovascular e metabólica. O ponto que chama atenção é a relação custo e benefício: é possível estimular o músculo com menos fadiga e menos sobrecarga, o que torna a estratégia interessante principalmente para pessoas idosas ou em fase de retomada.
A fase excêntrica já está presente em praticamente todo treino de força bem orientado. A novidade é o convite a dar atenção consciente a ela: controlar a descida da carga, respeitar o tempo dessa fase e usá-la a favor de quem precisa de resultado com menos impacto. Dose, progressão e técnica seguem dependendo do acompanhamento de profissional de Educação Física, que ajusta o estímulo ao momento de cada pessoa.
Fonte: Jornal da USP, "Exercício excêntrico une força muscular e menor desgaste físico" (3 de junho de 2026). Artigo de Kazunori Nosaka publicado no Journal of Sport and Health Science.